Vice-ministro da informação nega participação de espiões nos ataques. Alemanha, EUA e Reino Unido denunciaram invasões realizadas por chineses.
Muitos ataques recentes de piratas de computador chineses a sistemas de informática ocidentais foram cometidos por estudantes de informática e especialistas em internet, não por espiões ou soldados do Exército, afirmou o vice-ministro de Informação da China, citado nesta sexta-feira (19) pela imprensa chinesa.
“Com freqüência foram estudantes universitários que aprenderam avançadas tecnologias de informação e que não tinham atuado com a intenção de causar dano”, disse o vice-ministro Lou Qinjian, citado pelo jornal “South China Morning Post”, de Hong Kong. Ele deu uma entrevista coletiva durante o Congresso do Partido Comunista da China (PCCh).
Em agosto e setembro, Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido e Nova Zelândia denunciaram ataques aos sistemas de seus governos por parte de piratas chineses do Exército de Libertação Popular (ELP).
Lou, na ocasião, defendeu seu país dizendo que a China era mais atacada que o Ocidente por piratas cibernéticos. Agora, ele afirmou que “não é justo dizer simplesmente que são cometidos por um país contra outro, quando há apenas ações individuais de hackers”. Segundo o vice-ministro, a China dedica muita atenção à segurança na internet e apóia outros países na luta contra os crimes cibernéticos.
Lou defendeu também na entrevista coletiva a polêmica censura que o governo chinês exerce sobre a internet. “A tecnologia da informação deve servir ao desenvolvimento do país. A informação prejudicial ao Estado precisa ser limitada”, justificou o vice-ministro.
A China, um dos países com maior censura da rede, é ao mesmo tempo a segunda maior comunidade de internautas do mundo, com mais de 170 milhões de pessoas conectadas.
{Fonte: G1}