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SÃO PAULO – A queda da ´central de spammers´ só teve efeito por duas semanas. Segundo a Symantec, nível de spam já voltou a crescer no mundo.
No dia 11 de novembro operadoras de telefonia cortaram a conexão da McColo Corp., uma empresa de comunicações e serviços web que, na verdade, era controlada por um grupo de spammers.
A queda da McColo, que foi identificada como uma empresa a serviço do spam por uma investigação do Washington Post, derrubou drasticamente o nível de mensagens não solicitadas enviadas pelo mundo. No dia seguinte à sua queda, empresas de segurança apontaram baixa de 80% no nível global de spam.
Agora, segundo a Symantec, o volume de spam voltou a crescer no mundo. Boa parte das mensagens não solicitadas são disparadas por PCs controlados remotamente por códigos maliciosos, os computadores zumbis.
Quando a McColo caiu, estes ´zumbis´ ficaram sem comando e, por isso, deixaram de disparar mensagens. Agora, acredita a Symantec, muitos destes ´zumbis´ foram configurados para responder a outras centrais de spam.
Este tipo de recurso faz parte de boa parte dos códigos do tipo cavalo-de-tróia, diz a empresa de segurança. O bootnet é programado para, caso fique muitos dias sem receber um comando da central, mudar sua configuração e responder a outro servidor.
A mudança seria responsável pelo renascimento do spam no mundo, que já recuperou um terço do volume perdido com a queda da McColo. A Symantec avalia que a mudança de ´central´ pode dificultar ainda mais a repressão ao spam.
Isto ocorre por que a Symantec entende que é mais fácil acionar e reprimir spammers quando eles usam infra-estrutura instalada nos Estados Unidos, como era o caso da McColo, do que quando esta infra se pulveriza pelo mundo, por diferentes países com regras distintas de proteção à segurança na internet.
{Fonte: Plantão INFO}

